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Crianças Invisíveis

sunday

Assistimos pela segunda vez Sunday: The Story of a Displaced Child“. Este é mais um documentário da organização sem fins lucrativos Invisible Children, que surgiu depois de 3 jovens irem para a África em busca de uma história e acabarem criando o documentário Invisible Children: Rough Cut (no link, assista ou baixe o filme em inglês) – mostrando imagens extremamente tristes como vermos centenas de crianças amontoadas dormindo literalmente umas em cima das outras; onde o normal é terem uma refeição por dia; crianças obrigadas a carregar armas, lutar e serem forçadas a matar…

Com a repercussão do primeiro filme, a organização Invisible Children foi criada para despertar pessoas a se envolverem e ajudarem crianças do continente africano afetadas pela guerra, fome e o esquecimento por parte do mundo todo. Em “Sunday”, um dos rapazes fundadores volta para Uganda para passar 10 dias num campo de refugiados, experimentando o que as crianças vivem no dia a dia. Impressionante ver o que tantas vezes não queremos ver ou não buscamos conhecer. A tristeza é quase que palpável nos olhares das crianças que, em sua maioria, perderam seus pais para a guerra. A inocência da infância perdida… a oscilação entre momentos de alegria e as profundas marcas do sofrimento interno… ouvir de uma criança que é melhor morrer do que sobreviver desta forma…

Para conhecer mais, visite os links:

Invisible Children Brasil

Invisible Children YouTube – vídeos com legenda em português

  Sempre podemos fazer algo; mais do que se comover, o desafio é de se mover…


by Hudson Parente

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Companhia

“Se você quer viajar rápido, viaje sozinho.

Se você quer viajar longe, viaje acompanhado.”

Provérbio Africano

Essa frase foi compartilhada no último domingo no Projeto 242 por Craig Shugart enquanto o Tom fazia a arte ao lado. Compartilhar… muitas vezes é algo extremamente díficil. No livro “Os Homens são de Marte, As Mulheres são de Vênus” o autor John Gray afirma que, no geral, ainda é mais difícil para os homens compartilharem principalmente suas derrotas. Mas as derrotas fazem parte também do `viajar acompanhado`. Ter amizades verdadeiras com as quais podemos compartilhar não apenas bons momentos, mas as dificuldades também… “um amigo mais chegado que um irmão”… nos alegrarmos juntos. Risco. Amar envolve risco. Amizades verdadeiras envolvem risco. Ainda ontem numa reunião, o Sandro citou o filme “Na Natureza Selvagem” (foto abaixo) que relata a vida e a saga real de “Alex Supertramp” ou “Christopher McCandless” (seu verdadeiro nome). Risco para viajar só… com certeza arriscado, mas acredito que o melhor é termos coragem de viajar juntos e irmos ainda mais longe. Ajuda mútua. O grande filósofo Salomão já dizia “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!”

 

 

by Hudson Parente

foto da pintura: Hudson Parente

Head.2

O primeiro cd solo do “Head” (ex-guitarrista do “Korn”) entitulado “Save Me From Myself” (Salve-me de Mim Mesmo) está saindo no dia 9 de setembro agora. Com o mesmo nome do livro, o cd conta com 11 músicas, entre elas o primeiro single “Flush” (Descarga), cujo vídeo já pode ser visto na íntegra em seu site.

O single é um grito (literalmente!) contra o uso de drogas, tendo uma letra auto-biográfica do guitarrista e agora vocalista, que foi viciado em “speed” (metanfetamina) e saiu da dependência começando a depender de Cristo para mudar sua vida.

Outras das músicas no cd são: “Money”, “Adonai”, “Die Religion Die”, “Washed by Blood”. Quem gosta de sonzeira, já pode escutar alguns “samples” das músicas no Myspace do “Head”.

“I hate feeling this way” (“Eu odeio me sentir desse jeito”) – “Head” em “Flush”, sobre seu vício no passado…

 

by Hudson Parente

[re]p3nsar…

Jesus escreve na areia…

Na história da mulher pega em adultério (João 8), o relato nos conta que Jesus começa a escrever com o dedo na areia… mas o q? Algo das Escrituras talvez… algum desenho?… Por mais incógnito que seja, uma coisa é certa: Jesus faz com que os acusadores da mulher repensem: “- Atire a 1ª pedra”. São muitas as experiências que Ele nos dá para repensarmos… Talvez seja algo que não tenha fim, parte de uma constante metamorfose enquanto seres humanos.

Desenhando na areia: Joe Castillo e sua super criativa “Sandstory”

Nossa passagem por Londres… provoca em nós um tempo de repensarmos muitas das coisas em nossa vida: não apenas o errado, mas repensarmos a forma de fazer o bom se transformar em algo ainda melhor, pensar mais, pensar além, [re]p3nsar… criativamente.

 

by Hudson Parente

fotos: Dalila & Hudson Parente

Dawn, night, new day…

Madrugada, noite, novo dia…

Silêncio…

Eu e a Dalila estivemos aqui em Londres num dos cultos mais diferentes que já participamos: Moot. A reunião aconteceu numa “Church of England” (igreja anglicana) com cerca de 22 pessoas onde apenas nós 2 éramos estrangeiros; nos perguntaram inclusive como soubemos da reunião… internet. Qdo chegamos, o pessoal estava no hall tomando um chá (são ingleses, certo?) e nos convidaram p/ participar. Assim que terminaram, fomos para o interior da igreja (magnífica construção ortodoxa) para o início da reunião. Silêncio… Uma mulher levanta e começa a ler: “Dawn, night, new day…” num texto muito bem escrito e extremamente bem lido; o telão mostra a imagem do planeta Terra c/ as palavras acima escritas e outras imagens em movimento; luz negra em uma parte do ambiente; 2 Macs controlam o som estilo “new age” e o vídeo. Um rapaz, depois de ler sua parte começando com “Dawn, night, new day…” sai de seu lugar, vai em direção a uma tela e começa a pintar… outras pessoas se levantam uma por vez e lêem seus testemunhos pessoais, todos iniciando com “Dawn, night, new day” – Momentos felizes, decepções, recomeço. Silêncio… a pintura continua… alguém se levanta e pega um violão… a voz e o violão no meio daquela construção antiga com seus vitrais, pé direito muito alto e visual ortodoxo com paredes e tetos esculpidos… acústica maravilhosa para o simples. Depois, silêncio… reflexão… oração silenciosa… um recipiente com uvas é passado e somos instruídos a tirar uma uva para cada um e uma para darmos a alguém mais; comemos, oferecemos e paramos para refletir na doçura das bençãos de Deus… uma segunda música com violão: desta vez cantamos juntos seguindo a letra em movimento no telão; lá no interior do templo… o “reverb” natural causado pela reflexão do som nas belas paredes, faz soar como um canto gregoriano acompanhado de violão… a reunião termina em silêncio e aos poucos a galera começa a conversar…

Uma experiência “sui generis”… conversamos com algumas pessoas e com o homen que liderou (apesar dele dizer que procuram não ter a figura de um líder) que soltou até algumas palavras num português carioca (pois já tinha morado no Rio!). Saímos de lá conscientes de que foi uma das experiências mais peculiares que tivemos numa igreja (apesar de particularmente eu curtir um pouco mais de agitação)… saímos principalmente com o sentimento de reflexão diante do Criador… “Dawn, night, new day”… silêncio…

 

by Hudson Parente

fotos: Dalila & Hudson Parente